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Família Espiritual



Família Espiritual, cada um tem seu papel

Os trabalhadores reunidos em uma casa espírita se assemelham a uma grande família, que é ampliada sempre mais, a cada vez que se aconchegam corações aos nossos. Como em toda família, temos as nossas alegrias e dificuldades, as nossas lutas e vitórias. Assim como na família consanguínea se reúnem espíritos comprometidos entre si, também na família espiritual. Aqui se reúnem aqueles que mais necessitam de correção, educação e tratamento espiritual. De um lado, aqueles que trabalham, que orientam, que servem de referência a todos, o que não significa que deixem de errar. Representam tão somente o cérebro, através do qual se tornam perceptíveis os pensamentos daqueles que, do plano da imortalidade, orientam a família espiritual. No outro extremo, e sob outro aspecto, se reúnem aqueles que também trabalham, mas que constituem os convidados especiais de Jesus. Trabalham, mas também amam, odeiam, são amigos ou inimigos íntimos; reclamam maior amparo e assistência, em caráter mais ou menos permanente.


Por isso, aqueles que servem de referência no trabalho devem ficar atentos tanto para a necessidade de amparar e acolher, assim como para a hora de ser firme, de estabelecer limites e tomar decisões. As tarefas estariam comprometidas caso entregássemos os trabalhos nas mãos daqueles que se dizem melhores, que se consideram mais espiritualizados ou que se envolvem na onda de misticismo enganador. Cada qual deve conscientizar-se de seu papel. Disse o apóstolo Paulo: “O que seria do corpo caso os pés desejassem ser mãos?” Cada qual tem sua função a desempenhar. Cada um deve cumprir sua tarefa, contente, sem prejuízo para a comunidade. Aos olhos destina-se a visão, e portanto lhes é necessário maior claridade: são eles que se expõem de tal forma a constituir os canais do corpo com o mundo. Aos ouvidos determinou-se a função de ouvir, à boca, de falar, e às mãos, de agir. É impossível que as mãos vejam ou que os pés ouçam. Nenhum é melhor do que o outro; todavia, cada qual tem o seu papel a cumprir no grande organismo do corpo, e cada indivíduo, sua tarefa a realizar na organização do trabalho espiritual.


Cada um dos que foram chamados por Jesus foi colocado no lugar certo, a fim de dar sua contribuição para a realização da obra. Ao cérebro, a tarefa de transmitir o pensamento do espírito, e à boca, a flexibilidade para expressar as ideias. Às mãos, a atividade de manipulação daquilo que foi programado. Observamos com frequência, no entanto, que pés, mãos, ouvidos ou boca acham-se descontentes com sua missão, cada qual invejoso dos outros ou a cobiçar tarefas para as quais não foi convocado, perdendo assim a divina oportunidade de realizar bem o trabalho que lhe compete. É necessário reciclar nossas emoções e sentimentos, rever ideias e atitudes. Avaliar com boa vontade a quem foi dada certa tarefa na grande causa que abraçamos, sem pretender ser aquilo que nem Deus nos concedeu. Cuidado, meus filhos. Um pensamento, uma breve intuição ou a facilidade de compreender a alma humana não fazem de uma pessoa um médium.


Do mesmo modo como os pés podem perder sua função ou qualquer outro membro pode ser substituído, assim também somos nós, caso não cumpramos a função para a qual fomos programados. Quando aprouver ao Senhor da vinha, podemos ser remanejados para outras tarefas ou outras searas, já que a comunidade não pode ser prejudicada indefinidamente. Meditemos bastante naquilo que falamos e em nossas ações: Deus não erra, e os bons espíritos não brincam com coisas sérias nem se deixam enganar. Reflitamos ainda mais e, esclarecendo o nosso papel na comunidade do bem, prossigamos em sintonia com a vontade do Senhor que nos dirige.


Texto extraído do livro: “Uma alma do outro mundo me fez gostar do meu mundo”. Psicografia de Robson Pinheiro pelo espírito de Everilda Batista.


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