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Movimento Umbanda Astral



A “Cúpula” e uma grande ideia
por Rodrigo Queiroz

Os teóricos que defendem a ideia da Umbanda ter um “pé” na Atlântida não estão errados – não quando dizem da influência do povo de Atlântida sobre o culto que denominamos Umbanda. No entanto, parece ser uma falha histórica insistir que vem de Atlântida pra cá. Isso é pouco provável, pois os espíritos, Mestres da Luz, ensinam que no Astral existe uma corrente que se denomina “Movimento Umbanda Astral” idealizado e fundamentado por mentes brilhantes de povos já extintos da face terrena. Esta “Cúpula” é composta pelos Atlantes, Lemurianos, Incas, Maias e muitos outros que entenderam num determinado momento que precisavam fazer algo para a convergência de todos os povos para uma prática de trabalho espiritual que os unissem e acelerasse sua evolução.


É certo que no Astral não existem rixas religiosas. No entanto, saiba que cada segmento religioso tem uma estrutura espiritual própria que o sustenta e nisso ficam focados. Já o M.U.A. cria uma nova estrutura onde todos se encontram e compartilham de um mesmo espaço. Cada um oferece o que tem de melhor e juntos fazem um trabalho muito grande entre os humanos.

Só este fato já é o suficiente para entender o porquê de a Umbanda não manter dogmas, tabus ou preceitos como conversão ou não aceitação da antiga religião para o fiel Umbandista. Aliás, é muito comum Umbandistas pertencerem a outras religiões e vice-versa. Podemos perceber com isso que a Umbanda não é convencional e pode até não ser considerada uma religião quando tentamos formatá-la na concepção Ocidental. Umbanda é muito mais que isso; é essência, tal como a água enquanto único líquido capaz de sanar a sede.

Com o processo colonizador da Europa pelo mundo, duas nações foram quase exterminadas: os índios e os africanos, ambos considerados seres sem alma, e que serviram por longo tempo como valiosa moeda corrente. O índio é todo aquele que habitava naturalmente terras posteriormente conquistadas. Índio não tinha só no Brasil, por muitas outras regiões havia índios e apenas na África o povo nativo não foi denominado de índio e sim como africano. Aqui no Brasil, índio era o povo nativo e, cruelmente dizimado, hoje em dia representam apenas 0,25% da população nacional, ou seja, cerca de 400 mil indígenas em todo o país. Perceba então como foi a devastação destes povos que eram os donos desta terra considerada “terra de ninguém”. Como os índios não admitiam por honra ser escravizados, lutaram até a morte por sua liberdade; e morreram!


Começou então a busca por outra raça: os negros. Fisicamente mais avantajados e de certa forma mais passivos, foram retirados de sua terra original e deportados para terras estranhas onde deveriam escolher entre morrer ou se subjugar à escravidão. Para o africano, a vida tinha um valor imensurável, impedindo assim que arriscassem a vida para uma morte certa. Nasce a escravidão.


Milhares de incontáveis negros e índios foram bruscamente retirados da vida terrena criando no Astral uma “superlotação”. E um fator que os impediam de retornarem espiritualmente ao plano físico era justamente o pano de fundo pra toda essa chacina: a Igreja Católica, promotora de toda esta crueldade. Com a religião romana sendo imposta por todo o mundo, qualquer tipo de religiosidade diferente era considerado uma afronta e o religioso pagava com a vida pela desobediência.


O plano físico tornava-se cada vez mais denso e energeticamente pesado. Não foi à toa que a era medieval ficou apelidada como a “Era das Trevas”. Foi por conta desta situação que a tal “Cúpula” idealiza o Movimento Umbanda Astral – MUA e convoca todos os africanos e indígenas para esta nova corrente evolutiva. Tudo isso séculos antes de ocorrer a materialização deste movimento como citado anteriormente.


Vou abrir um parêntese para explicar a palavra UMBANDA. A vertente que defende a ideia de ser esta religião uma variante de Atlântida diz que esta palavra correta seria a junção de três fonemas mântricos; outros estudiosos alegam ser variante da palavra Yorubá “Embanda” = o curador, o sacerdote; outra diz ser UM Banda, união das bandas, união das raças, união do povo. A meu ver, este último é mais simpático e bem realista comparado com o histórico do ideal da “Cúpula”. Fecha parêntese.


Então, a “Cúpula” reuniu todos os espíritos que em sua última encarnação viveram como índios e negros, os separaram, e fez o levantamento do grau evolutivo e ancestralidade de cada um. Do índio predominou sua valentia e a vivência com o reino encantado e elemental; já do africano prevaleceram as curas magísticas e o panteão de culto ao Orixá.


Feitas as seleções, criaram os nomes simbólicos que traduzem ancestralidade, campo de atuação e atribuições do espírito. Exemplo: Ogum Beira-Mar = um espírito de ancestralidade Ogum que atua nos campos de Obaluayê e Yemanjá. Formataram um Grau evolutivo que agregaria estes espíritos e os arquétipos. Desta forma, este Grau pertence à 3ª faixa evolutiva superior e o nome para os indígenas ficou CABOCLO e para os africanos PRETO VELHO, representando de imediato a juventude e bravura na busca dos ideais e a sabedoria do ancião sábio “sofrido” respectivamente.

Aruanda é a cidade Astral que toma todo o Brasil estando assentada na 5ª esfera evolutiva, mantendo centenas de colônias em todas as outras faixas evolutivas. Nesta estrutura existem Escolas, Hospitais e Centros de Administração das funções do Astral com o plano físico. Com estes dois Graus em que um não é maior que o outro, eles atuam em frentes diferentes e estão assentados na mesma escala evolutiva e desenvolveram muitas atividades no Astral em benefício dos encarnados. Este trabalho tomou cada vez maior proporção e muitas outras vertentes evolutivas vieram se agregando ao MUA, enriquecendo cada vez mais sua atuação.


Séculos se passaram e o Brasil, já bastante desenvolvido, precisava de uma renovação religiosa. É quando começam preparar o “terreno” para a fixação da Umbanda em plano físico. Espíritos de Caboclos e Pretos Velhos se manifestam em todo canto que os permitisse, até que, depois de conhecidos, encarnam aquele que seria instrumento do Astral para marcar o ponto onde se formariam em plano físico um “sistema religioso” próprio para esta espiritualidade se manifestar. Surge a Umbanda como conhecemos.


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