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Obsessão durante o sono e a prece - por Anna Pon -



Obsessão durante o sono e a prece 
por Anna Pon 


Nem todo obsessor tem aparência grotesca, alguns, pelo contrário, iludem, seduzem, pela bela aparência.

A prece, antes de dormir, é uma boa forma de terminar um dia e de se preparar para o desligamento temporário do corpo quando nosso espírito, emancipado, vai em busca de algo que necessite como: estudar, visitar amigos, parentes, trabalhar, porém, nem sempre é assim, desligados da matéria o inverso também pode acontecer e nos remeter à paragens sombrias, tristes, à confrontos, enfrentamentos com desafetos ou visitas à locais de baixa vibração, tudo depende de como estejamos sintonizando nosso "rádio", ou seja, tudo depende em que faixa vibratória estejamos nos ligando.

De nada vale a prece antes de dormir se durante o dia nossas ações tiverem sido de destempero, raiva, impaciência, omissão, corrupção, se tivermos investido contra a vida alheia, humana ou não, mesmo através do pensamento que julga, deseja o mal, portanto, como já dizia nosso grande Mestre Jesus: " Antes que te ajoelhes no templo, vá e reconcilia-te com teu irmão". Isto quer dizer: Não sejamos hipócritas ao ponto de rezar, antes de dormir, e viver a vigília incoerente com tal ação.

É claro que todos nos irritamos, pronunciamos alguns palavrões, porém, tal desabafo é diferente do mal querer e pensar, de remoer velhos e deteriorados sentimentos negativos que acabam por sintonizar com espíritos que pensam e sentem o mesmo. O resultado é desastroso e nenhuma prece é capaz de anular o efeito nocivo de tudo isso, apenas a busca por melhorar é que funciona, apenas cultivar alguma paz na mente pode nos sintonizar com espíritos bons e nos aproximar mais de nossos anjos guardiões e guias, mentores espirituais, conservar alguma tranquilidade em nosso cotidiano é que nos distancia da obsessão.

Preferir a paz à razão, às vezes, ajuda muito porque todas as vezes que nos enfrentamos uns aos outros, nos distanciamos de Deus e dos bons espíritos, todas as vezes que responsabilizamos o outro pela nossa falta de paz estamos mascarando nossas ações que muitas vezes contribuem para que o outro nos trate mal ou com indiferença.

Somos, na maioria das vezes, responsáveis pelas obsessões que sofremos e, mais comum que se imagina, é que somos obsessores de nós mesmos e dos outros, encarnados ou desencarnados porque, ao nos emanciparmos durante o sono podemos muito bem ir ao encontro de quem obsedamos sem nos darmos conta disso.

Certamente é muito mais confortável se dizer obsedado, mas numa analise mais critica e apurada, somos quase sempre obsessores.

Quanto aos espíritos que hipnotizam os encarnados no momento do sono, só o fazem porque a pessoa viveu seu dia em sintonia com os mesmos, portanto, nenhuma prece o distancia das horas que vibrou e pensou mal, dos momentos que julgou ou maldisse alguém por alguma razão.

A verdadeira prece é viver em harmonia o máximo que possamos conseguir, sem desmerecer, é claro, a prece que sempre nos alivia, desde que acompanhada por uma boa analise de nossas ações, reações e pensamentos durante o dia.

Obsessores não escolhem horário para cercar seus desafetos. É claro que trazer um encarnado, em desdobramento durante o sono para o plano espiritual desprovido de Luz, é uma das tantas formas que o sub mundo astral tem de prejudicar àqueles que são seus alvos, mas dizer que somente a prece pode evitar isso é infantilidade. 

A prece é forte aliada, desde que o obsedado reconheça suas "falhas", faltas, deslizes e busque se reconectar com o que seja bom, com o bem durante as horas que estiver em vigília para que assim sua prece seja forte aliada à sua busca incessante por se melhorar como ser humano, vivendo em harmonia e buscando estar em paz consigo e com os outros. Tal postura não apenas afasta obsessores, mas e isso é muito importante, colabora com aqueles que já estejam dispostos a evoluir e buscar a Luz em suas almas, isso é caridade também.

É muito triste a figura do diabo que a igreja católica tanto pregou transformada em grotescas imagens agora na lide espirita onde o velho medo é incutido nas mentes em forma de ferrenhos obsessores, ou seja, mudam-se os nomes para antigas ameaças esquecendo-se que demônios ou obsessores só ocupam lugares vazios, mentes sem alimento que só o Sagrado, no dia a dia, pode oferecer. 

Transferir ao demônio ou ao obsessor a falta de fé, a falta de uma compreensão maior que deve vir de nós mesmos como artífices de nossos destinos é imaturidade, desserviço na causa do bem que liberta das amarras e velhos conceitos através da auto analise, auto conhecimento para então ser verdadeiro colaborador da espiritualidade de Luz que nos inspira à prece como aliada ao processo de nossa auto iluminação.

Sem essa compreensão a prece é inócua e fortes, dominantes, se tornam os obsessores que nos espreitam à hora sagrada do sono a fim de nos vampirizar a seu bel prazer.

Anna Pon


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