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Sacerdote de Umbanda



Sacerdote de Umbanda 

por Mônica Berezutchi 

Para que o médium possa atuar como um Sacerdote de Umbanda não basta simplesmente ele querer SER, pois para ser um Representante de uma Religião há todo um fundamento para que este grau aconteça de fato. 

• O mais importante de todos é receber a ordem através de seu Mentor Espiritual; ele irá comunicar que o Sacerdote tem missão de abrir uma casa, ou seja, a ordem tem que vir de cima para baixo. 

• As fundamentações da casa deverão ser passadas pelo Mentor, tanto da tronqueira como dos assentamentos do Orixá Ancestre, de Frente e Adjunto, do Guia Chefe e do Guia de Frente. 

• Ter consciência que para desenvolver e praticar as múltiplas funções que o cargo lhe exige ele receberá um 1º grau, ou seja, o mais importante e valioso, que é o grau e a outorga Espiritual. 

• O sacerdote é, antes de tudo, o responsável como dirigente espiritual, aquele que zela e cuida da mediunidade dos médiuns. 

• Ser Sacerdote de Umbanda é renegar a si mesmo, entregar seu livre arbítrio ao Poder de Olorum e seus Mistérios Vivos e aos Sagrados Orixás, e deixar-se conduzir pelos Guias Espirituais que o assistem. 

• É ter consciência de sua missão Espiritual. 

• É saber que ele não é um fim em si mesmo e tão somente um meio perante as determinações dos Mentores Espirituais. 

• É ser correto, verdadeiro, simples, humilde, sábio, honesto, amável, caridoso, carinhoso, leal, ter uma fé inabalável e acreditar em suas intuições. 

• Ter em seu coração a devoção e a contemplação de Olorum e seus Mistérios. 

• É ser BOM pai, mãe, filho, amigo, irmão, funcionário, patrão etc. 

• É saber doar-se sem medo e insegurança. 

• É ter na Fé seu alicerce, deixando confusões e dúvidas serem dissipadas pelo bom senso. 

• Não se iludir e nem fanatizar sua religião. 

• É saber respeitar e obedecer a tradicionalidade da Umbanda sem querer INVENTAR NADA. 

• É entender que ele não é o poder Divino e sim só um trabalhador deste poder. 

• É cumprir com seus preceitos e “obrigações” determinados pelos Guias e Mentores. 

• É estudar sempre conhecer a fundo sua religião. 

• Não manipular “as pessoas” com os Guias Espirituais. 

• É saber respeitar e cumprir os desígnios da Lei Maior e a Justiça Divina. 

• É procurar de todas as formas não adquirir mais carmas para sua vida. 

• É não deixar que os médiuns ( seus filhos ) se tornem dependentes física e espiritualmente de sua vida Sacerdotal. 

• É saber que nem tudo são “problemas espirituais”. 

• É nunca transformar sua Mediunidade Sacerdotal em profissão. 

• É ter caráter e moral, saber que ele é o espelho o exemplo de seus seguidores. 

• É saber separar a vida da carne da vida espiritual. 

• É ser organizado e prático, enfim, em tudo ser um médium exemplo. 

• Muitos fazem Cursos para Sacerdotes, achando que o Diploma é o mais importante, pendura-o na parede e ainda diz: “- Eu sou formado (a) por Pai ‘tal’”; achando-se o dono de todas as Verdades Divinas... Quanta bobagem, quanta ignorância. 

• O estudo do Sacerdote sempre está se iniciando, pois dia após dia ele aprende. Ou seja, praticando e exercendo com dignidade essa responsabilidade. 

• Saber que ele, mesmo tendo centenas ou dezenas de diplomas, se faltar com suas responsabilidades, comprometer-se através de atitudes ou mesmo pensamentos como vaidade, ego, soberba, abuso de poder, manipulação, usar de sua Mediunidade como uma profissão cobrando ou recebendo dinheiro, falsidade, ódio, demandar contra irmãos, e outras atitudes indignas, começará a inverter-se e apagar-se. Ao mesmo tempo todos os Guias de Lei afastar-se-ão e ele passará a incorporar “kiumbas” passando-se por Guias, aí, o baixo astral já tomou conta desta casa. 

Um dia me perguntaram quem tinha feito a minha coroa, e eu respondi sem dúvida: “Pai Olorum”. 

Sim irmãos, a sua “Coroa” foi preparada por Pai Olorum, não tenham dúvida nenhuma a respeito disto. 

Os verdadeiros Pais e Mães são os Orixás. 

Nós somos somente instrumentos: “Cavalos de trabalho”, Médiuns, ou simplesmente Filhos.



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