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Fundamentos de Umbanda (caridade-música-outros)


 Fundamentos de Umbanda (caridade-música-outros)


A Umbanda tem fundamento e um deles é não praticar sacrifício animal.

Alguns segmentos de Umbanda praticam sacrifício animal por influencia do Candomblé e outros cultos de nação e em geral são eles:

“Umbanda Africanista” que pode ser chamada também de “Umbanda Mista”, “Umbanda Trançada”, “Umbanda Omolocô”, ou “Umbandomblé”. 

Umbandomblé são terreiros de Candomblé que passaram a trabalhar com entidades de Umbanda, como caboclos, pretos-velhos, baianos e boiadeiros e é difícil saber se se trata de um terreiro de Umbanda ou Candomblé. 

Na Umbanda não há cobrança por atendimento. O que existe é uma associação que colabora mensalmente para a manutenção do terreiro.

Fundamento de Umbanda é a prática da caridade, sendo assim cada médium ganha seu sustento a partir do trabalho individual. A parte espiritual é sempre oferecida gratuitamente a todos.

Cada médium de Umbanda colabora com o tempo que tem disponível, uns estão a disposição semanalmente, outros quinzenalmente e assim por diante, sempre respeitando a vida e o trabalho particular de cada um para a prática da caridade.

Cada um faz o que pode e dá o que tem. 

A música é um fundamento de Umbanda. A nossa música sagrada é chamada de Ponto. 

Para executá-la, não é obrigatório o uso de atabaques, cada casa é livre para aderir ou não ao toque dos tambores. Atualmente a maioria das casas usa atabaques. 

Os atabaques são importantes para ajudar no processo mediúnico porque o som cala a mente agitada, facilitando assim a ligação com o Sagrado e, dependendo do toque, faz lembrar as batidas do coração e essa sensação é reconfortante para todos, mesmo que inconscientemente.

O uso de símbolos, pontos riscados, é fundamento de Umbanda. As entidades recorrem à eles para a construção de espaços "mágicos" onde realizam seus trabalhos como:
 
Abertura de vórtices de energia e campos de vibração para limpeza, descarga, cortes de energia, imantação, consagração e também para evocar as forças, poderes e mistérios dos Orixás. 

A magia de pemba (giz mineral com o qual se desenha o ponto) está na Umbanda como fundamento desde o começo da religião.

O uso das velas também é um dos fundamentos de Umbanda, por mais simples que seja o trabalho espiritual, sempre existe no mínimo uma vela acesa. 

Acendemos velas para os orixás e guias de Umbanda até mesmo em casa porque essa é uma pratica comum na Umbanda. Nada tememos porque sabemos a quem dirigimos nossas intenções e quais forças estamos invocando no momento que acendemos nossas velas em oração e força mental.

Acender vela para o “anjo da guarda” também é uma pratica comum na Umbanda. Pode ser vela de sete dias ou comum, mas sempre recorremos ao nosso anjo pedindo proteção. 

Ter sempre acesa uma vela traz segurança mediúnica e proteção espiritual que se estende ao campo emocional do médium que não deve jamais negligenciar sua postura diante da vida em todos os sentidos.

As “sete linhas de Umbanda” são um fundamento muito polêmico,  pois cada um cria, ou inventa, as suas sete linhas de Umbanda particulares, mas basta saber que o fundamento das sete linhas se refere às sete vibrações de Deus, que são sete energias básicas na criação. 

Cada grupo define e adapta as sete linhas para os Orixás que já conhece e essa postura ajuda a simplificar o rito.

Lembrando que Umbanda é simplicidade essencialmente.

Anna Pon

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