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Sincretismo Umbandista





Sincretismo Umbandista
 

O sincretismo foi uma espécie de resistência do negro escravizado. Para permanecer fiel a sua fé, essa foi a maneira encontrada de seguir a tradição religiosa mantendo vivos seus ritos e cultos.

Foi fundamental para que sobrevivesse o culto de nação (Cultos Afros) que por sua vez deram origem ao Candomblé que é Culto Afro-Brasileiro.  Foi nesse momento histórico que nasceu o sincretismo em nossa cultura.

O Candomblé, hoje em dia, tem duas vertentes: Uma conserva o sincretismo e a outra não. A última isola o santo do Orixá e o slogan conhecido é o seguinte - apenas como exemplo porque existem outros slogans -  

 "Santa Bárbara não é Yansã".

Na Umbanda, que não nasceu durante o período da escravidão, o sincretismo foi conservado, tanto que na primeira tenda aberta pelo Sr. Zélio, fundador da Umbanda em parceria com o Caboclo das Sete Encruzilhadas, Santos Católicos dividem espaço com os Orixás. A influência da religião católica é, portanto, forte na Umbanda muito por conta da fé abraçada pela família do Sr. Zélio que era católica. Ainda hoje, os mais antigos entendem que Jesus é Oxalá e São Jorge Ogum. É uma questão de fé.
 
Existem, no entanto, tendas antigas que não aderiram, nem aderem até hoje, ao sincretismo. Algumas são conhecidas por "Umbanda Esotérica" e "Umbanda Iniciática". São as Umbandas dentro da Umbanda se formando desde muito tempo, cada uma com sua visão e entendimento.
 
Mais de 90% das tendas aceitam o sincretismo entre Santos Católicos e Orixás. 
 
 Existem terreiros que só trabalham com Santos, sem a presença do culto a Orixá. Outros ainda, trabalham com Anjos, como, por exemplo, Arcanjo Miguel. É uma questão de afinidade de quem dirige e funda o terreiro além da necessidade à qual está destinada a casa.

Há quem não diferencie, por exemplo, São Jorge de Ogum e há quem ore à São Jorge e à Ogum de maneira separada conservando a fé tanto no Santo quanto no Orixá. Vai da fé e da compreensão de cada um.
 
A fé é um sentimento, uma força sublime e deve ser respeitada a maneira como cada um entende e pratica sua fé. A Umbanda é exemplo de diversidade e todos nela encontram sua forma de culto e rito que mais se aproxima de seu coração, da sua visão de fé. Com ou sem sincretismo, a Umbanda acolhe a todos e os espíritos que se manifestam através dos médiuns o fazem independente de sincretismos.

A Umbanda é plural, democrática. Acolhe e respeita todas as religiões e formas de vida.

Axé! Saravá! Namastê!

Anna Pon

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