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Nanã Buroquê - Orixá da Evolução e suas outras formas de representação em culturas diversas


Trono Feminino da Evolução 

 
Nanã Buroquê, Perséfone, Maia, Hécate, Shitala, Hell, Cerridwen, Belet-seri, Ereshkigal, Befana, Baba Yaga, Madder-akka, Cailleach. 

Comentários: 

Nanã Buroquê — Divindade de Umbanda, é o Trono Feminino da Evolução, absorve o que impede o ser de evoluir de forma natural. Cósmica, pune quem dá mau uso ou se aproveita dessa qualidade divina com más intenções. Fator decantador, ajuda a decantar nossos males e tudo o mais que atrasa nossa caminhada. Aparece como uma velha senhora, arquétipo da avó paciente e sábia. 

Elemento água. 

Ponto de força nos lagos. 

Sua cor é o lilás. 

Perséfone — Divindade grega (seus movimentos refletiam as estações do ano). Casada com Hades, filha de Deméter, tornou-se rainha do mundo subterrâneo. 

Maia — Divindade grega, Mãe de Hermes, avó de Pã, divindade de culto tão antigo que é considerada pré-helênica, anciã detentora de grande sabedoria e senhora da noite. 

Hécate — Divindade grega, Senhora dos mortos e da noite, tinha o dom de proteger contra os maus espíritos; era cultuada e oferendada nas encruzilhadas. 

Shitala — Divindade hindu feminina da varíola, ligada, portanto, às doenças e à cura. 

Hell — Divindade nórdica da região dos mortos. Aquela que reina sobre os abismos de Helheim e Niflheim. Antiga Deusa da terra. Aparecia com partes do corpo infectadas por doenças. 

Cerridwen — Divindade celta, senhora da noite e da magia. Cerridwen traz o arquétipo da velha senhora detentora da sabedoria antiga, que possui o caldeirão mágico onde decanta suas poções.  

Ereshkigal — Divindade sumeriana e babilônica, “Rainha da grande terra”, “Rainha da Terra”, avó de Inanna em alguns mitos e sua irmã em outros. É a esposa de Gugalana e mãe de Ninazu. Deusa dos mortos, do Mundo Subterrâneo. Muitos hinos são dedicados a ela.  

Befana — Antiga Divindade da região itálica, representa a anciã que trazia presentes para as crianças e espantava os espíritos do mal.  

BabaYaga — Divindade eslava, anciã, enorme velha com cabelos desgrenhados. Aparecia com pés e bocó de ave. Construía sua casa com os ossos dos mortos. Viajava montada em um socador de grãos. Tinha modos impetuosos, selvagens e penetrantes. Destruidora do que é superficial, eterno.  

Madder-akka — Divindade finlandesa, “a velha”. Mãe das deusas Juks-akka, Sar-akka, Uks-akka, padroeira dos partos e guardiã das almas das crianças até que elas estivessem prontas para encarnar. 

Cailleach — Divindade celta, pouco conhecida, trazia as doenças, a velhice e a morte. É uma velha senhora ou velha bruxa. Guardiã do portal que leva aos períodos de escuridão do ano, é também Divindade evocada perante a morte e a transformação.  

Comentários: Trono Feminino da Evolução, Nanã Buroquê, aparece para nós como uma avó, a velha senhora que tem a paciência e a sabedoria para nos ouvir. Na Umbanda, é sincretizada com Santa Ana.  
 
Fonte: Deus, Deuses, Divindades e Anjos. Alexandre Cumino. Ed. Madras


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